Por Equipe LINK Vendas · 05 de setembro de 2026

Tabela de preço para atacado e varejo no mesmo catálogo

Como usar tabelas de preço para vender no atacado e no varejo com um só cadastro de produtos: lista por catálogo ou por cliente, pedido mínimo e quando usar.

Quem vende pra consumidor final e pra lojista ao mesmo tempo conhece o problema: são dois preços pro mesmo produto, dois PDFs de tabela, e o risco constante de mandar o preço de atacado pra quem compra uma unidade, ou o de varejo pro cliente que compra 200 e vai reclamar. Quando o preço muda, são dois arquivos pra refazer e dezenas de conversas onde a tabela antiga ainda está salva.

Este artigo explica como funciona a tabela de preço para atacado e varejo no mesmo catálogo, quais são os jeitos de organizar isso e quando cada um faz sentido. Serve pra confecção, semijoias, calçados, cosméticos, alimentos, qualquer negócio que vende em duas pontas.

O que é uma tabela (ou lista) de preço no catálogo

No catálogo digital, o produto é cadastrado uma vez: foto, descrição, variações, estoque. O preço não fica preso ao produto, ele fica em uma lista de preço, e um mesmo produto pode ter preços diferentes em listas diferentes.

Na prática: a camiseta básica existe uma vez no cadastro. Na lista "Varejo" ela custa R$ 59; na lista "Atacado" custa R$ 34. Você escolhe qual lista cada catálogo ou cada cliente enxerga. Quando o custo muda, você atualiza a lista, e o preço muda no link de todo mundo que usa aquela lista, na hora.

É a mesma ideia que explicamos em o que é um catálogo digital e como criar o seu, com uma camada a mais: o preço deixa de ser um número fixo e vira uma regra.

Como funciona na prática

Existem três jeitos de aplicar tabela de preço, e dá pra combinar:

1. Um catálogo por público

Você cria dois catálogos a partir do mesmo cadastro: um de varejo, com a lista de varejo e sem pedido mínimo, e um de atacado, com a lista de atacado, pedido mínimo e múltiplos. Cada catálogo tem o próprio link. O de varejo vai pra bio do Instagram; o de atacado vai pros lojistas.

É o modelo mais simples de operar e o mais comum pra quem está começando a separar as duas pontas.

2. Lista de preço por cliente

O lojista cadastrado acessa o catálogo e vê a lista de preço dele. Você pode ter uma lista pra lojista pequeno, outra pra quem compra volume grande, outra pra representante. O link pode ser o mesmo; o preço depende de quem está vendo.

Funciona bem quando você tem carteira de clientes B2B com condições negociadas caso a caso, e não quer manter cinco catálogos diferentes.

3. Preço por quantidade

Dentro do atacado, o preço cai conforme a quantidade: de 12 a 47 peças, um valor; a partir de 48, outro. O catálogo mostra o preço certo conforme o que o lojista coloca na sacola, sem ele precisar perguntar "e se eu levar mais?".

Regras que acompanham a tabela de atacado

Tabela de preço sozinha não resolve o atacado. Ela vem junto de regras que o catálogo aplica por você:

  • Valor mínimo de pedido, o lojista não fecha pedido abaixo de R$ 500, por exemplo.
  • Quantidade mínima por produto, pelo menos 6 unidades de cada item.
  • Múltiplo de compra, de 6 em 6, ou em grade fechada de 12.
  • Regras de entrega por catálogo, frete, prazo e condição diferentes do varejo.

Sem essas regras, você recebe um pedido "de atacado" com 2 peças e precisa recusar depois. Com elas, o pedido só fecha se estiver dentro do combinado. A página de catálogo para atacado mostra como cada regra aparece pra quem compra.

Quando usar cada modelo

Uma lista prática pra decidir:

  • Você vende no varejo e começou a receber pedido de lojista? Comece com dois catálogos (varejo e atacado). É rápido de montar e separa os públicos sem confusão.
  • Você tem 10 ou mais lojistas com condições diferentes? Use lista por cliente. Um link, cada um vê o preço negociado.
  • Seu atacado tem faixas de desconto por volume? Use preço por quantidade dentro da lista de atacado.
  • Você tem vendedores ou representantes? Dê a cada um o próprio acesso com a tabela certa; os pedidos chegam vinculados a quem vendeu.
  • Você só vende no varejo? Uma lista basta. Não crie complexidade antes de precisar dela.
  • Você só vende no atacado? Uma lista de atacado com mínimo e múltiplo já resolve, e o catálogo de varejo pode esperar.

O critério é simples: a tabela precisa refletir como você já negocia hoje. Se você tem três preços na cabeça, terá três listas. Se tem um, uma.

Erros comuns

Cadastrar o produto duas vezes

"Camiseta básica (varejo)" e "Camiseta básica (atacado)" como produtos separados. Dobra o trabalho de cadastro, divide o estoque em dois lugares e, quando muda a foto ou a descrição, você muda duas vezes. Um produto, várias listas.

Colocar preço de atacado no catálogo público

Se o link de atacado circula no Instagram, o consumidor final vê preço de lojista e quer pagar aquilo. Mantenha o catálogo de atacado com o link separado, ou com acesso por cliente, e o de varejo aberto.

Esquecer as regras de mínimo

Tabela de atacado sem valor mínimo e sem múltiplo é convite pra pedido pequeno com preço baixo. As duas coisas andam juntas.

Não avisar os lojistas do link novo

Quem está acostumado a receber PDF continua pedindo PDF. Mande o link com uma explicação curta ("o preço aí está sempre atualizado, e o pedido já chega pra mim organizado") e responda os próximos pedidos com o link. Em duas semanas o hábito muda.

Se a sua operação de WhatsApp ainda está no modelo de foto e print, vale ler antes como vender pelo WhatsApp com catálogo digital, o atacado é onde o ganho de organização aparece mais rápido, porque cada pedido é grande.

Perguntas frequentes

Preciso cadastrar o produto de novo pra cada tabela?

Não. O produto é cadastrado uma vez; cada lista de preço define o valor dele. Foto, descrição, variações e estoque são compartilhados.

O lojista vê o preço de varejo?

Não, se você separar os catálogos ou usar lista por cliente. Cada pessoa vê apenas a lista que você atribuiu a ela ou ao catálogo que ela acessa.

Dá pra ter pedido mínimo só no atacado?

Sim. Valor mínimo, quantidade mínima e múltiplo são regras do catálogo, você configura no de atacado e deixa o de varejo livre.

Quando o custo sobe, quanto trabalho dá pra atualizar?

Você altera o preço na lista, e ele muda pra todos os catálogos e clientes que usam aquela lista. Nenhum PDF pra refazer, nenhuma tabela antiga circulando.

Uma lista pra cada jeito que você vende

Se hoje você mantém duas tabelas em PDF e torce pra mandar a certa, o catálogo com listas de preço tira esse risco da rotina. Comece com os dois catálogos, varejo e atacado, configure o mínimo e mande o link pro próximo lojista que pedir tabela. A LINK Vendas tem 7 dias grátis, sem cartão: crie sua conta e monte suas listas hoje. Se a sua operação é de confecção, veja também a página de catálogo para moda, que mostra grade e atacado juntos.

Leia também

Catálogo para o seu segmento

Quer um catálogo digital pra vender por link e WhatsApp?

Ver planos
Fale no WhatsApp